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Vez ou outra checo meu celular só para ver se por milagre brota uma SMS sua. Mas aí eu lembro que até a operadora anda esquecendo de mim, porque contigo seria diferente?
— Thiara Macedo (sdpm)
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Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava, pr’eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo. Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo. Deixa a luz do quarto acesa, a porta entreaberta, o lençol amarrotado mesmo que vazio. Deixa a toalha na mesa e a comida pronta, só na minha voz não mexa, eu mesmo silencio. Deixa o coração falar o que eu calei um dia, deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo. Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia, deixa tudo como está e se puder, sem medo. Deixa tudo que lembrar eu finjo que esqueço, deixa e quando não voltar eu finjo que não importa. Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito pra dizer te ver ir fechando atrás da porta. Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso. Deixa o meu olhar doente pousado na mesa, deixa ali teu endereço qualquer coisa aviso. Deixa o que fingiu levar mas deixou de surpresa, deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo. Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande, deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo. Se o adeus demora, a dor no coração se expande. Deixa o disco na vitrola pr’eu pensar que é festa, deixa a gaveta trancada pr’eu não ver tua ausência. Deixa a minha insanidade é tudo que me resta, deixa eu por à prova toda minha resistência. Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro, deixa eu contar que era farsa minha voz tranquila. Deixa pendurada a calça de brim desbotado, que como esse nosso amor ao menor vento oscila. Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa. Deixa um último recado na casa vizinha, deixa de sofisma e vamos ao que interessa. Deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha, deixa tudo que eu não disse mas você sabia. Deixa o que você calou e eu tanto precisava, deixa o que era inexistente e eu pensei que havia.
— Oswaldo Montenegro (via t-i-n-u-v-i-e-l)
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Prefiro o silêncio que o som atormentador da vida. Um silêncio pleno, constante o qual deixa esvaziar-me de tanta mediocridade do humano tolo que sou. Só queria ofuscar minha visão, pra não mais enxergar e acompanhar a tenuidade do silêncio. É assim que ficarei calmo, com um eterno silêncio.
— John Walker (via orvalhos)
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Eu te amo, e não é pouco. Vai bem além disso, na verdade eu não consigo explicar, não dá pra explicar uma coisa que nem eu entendo… Deve ser porque amar assim como viver ultrapassa qualquer entendimento.
— Anna B. (via es-cri-tos)
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Ouvi o grito de dor de um homem que falava a verdade, mas ninguém se importava. Botando pra fora tudo o que sentiu na pele, mas ninguém lhe dava ouvidos não. Deixou a marca da fogueira que acendeu pra se livrar do frio que mata. Miséria impune, notável, sincera, não acaba nunca.
— CBJr (via caminhaodegas)
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Como pôde aparecer do nada,
Me entender tão facilmente,
Sermos tão parecidas, amigas e
ficar em minha vida permanentemente?
Me entender tão facilmente,
Sermos tão parecidas, amigas e
ficar em minha vida permanentemente?
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E eu chorei um oceano inteiro essa noite. Eu precisava esvaziar.
— Caio Fernando Abreu (via sociedadedospoetasmortos)
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Sempre gostei dessas pessoas que dizem logo de cara quem são, talvez por isso meus melhores amigos sejam os mais filhos da puta, idiotas, cretinos e honestos.
— Gabito Nunes (via d-e-s-amor)